segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jojo Moyes anuncia atores de "Como eu era antes de você"




Jojo Moyes, autora de "A última carta de amor", "Como eu era antes de você" e "A garota que você deixou para trás" anunciou ontem, em seu twitter que a adaptação de "Como eu era antes de você" contará com Emilia Clarke como Lou Clark e Samuel George Claflin como Will Traynor.



Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.


Eu ainda não li o livro, mas tomando como base o quanto me apaixonei por "A última carta de amor", com certeza vale a pena a leitura, que farei antes da estreia do filme, prevista para agosto de 2015.

Scott Neustadter e Michael H. Weber - de "500 Dias com Ela" e de "A culpa é das estrelas" - serão os roteiristas responsáveis pela adaptação. Emilia é conhecida pelo seu papel como Daenerys Targaryen em Game of Thrones e Samuel foi, entre outras coisas, o príncipe em Branca de Neve e o Caçador. 







O livro no cinema: Se eu ficar

Por Francine Estevão


Fiquei positivamente impressionada com a adaptação de “Se eu ficar”. O filme fez jus ao livro (dentro do possível). Está tudo ali, de alguma forma, e as poucas mudanças que ocorreram não prejudicam a história.

Confira a resenha do livro. 



O filme passa ainda mais emoção do que o livro e em alguns momentos leva o espectador às lágrimas – sim, dessa vez eu chorei e chorei por antecipação quando estava prestes a passar uma das cenas mais lindas e mais tristes de “Se eu ficar”, a minha passagem favorita do livro. E ao final, na última cena, foi impossível não notar todas as pessoas do cinema darem um salto na poltrona (mas vou me limitar a dizer apenas isso para evitar spoilers).



Mia (Chloë Grace Moretz - que aprendeu a tocar um pouco de violoncelo, mas usa dublê nas cenas em que precisa tocar) tem uma vida perfeita. Uma família incrível, uma melhor amiga inseparável, o namorado dos sonhos, Adam (Jamie Blackley - que canta mesmo todas as músicas que interpreta no filme), e a paixão pela música que poderá lhe garantir um futuro brilhante como musicista ao lado de seu violoncelo, principalmente após receber a resposta de sua inscrição em Julliard, uma das principais universidades de música do mundo. Mas tudo isso é ofuscado por um acidente que muda para sempre o seu futuro e a coloca na difícil situação de ter que escolher entre a vida e a morte e todas as consequências de sua decisão.



Assim como o livro, o filme intercala o presente – a alma de Mia no hospital acompanhando de perto seu estado crítico de coma e as reações de seus amigos e familiares às notícias do acidente – e o passado – momentos importantes da sua vida ao lado dos pais, amigos e de Adam. Os cortes quando a cena muda do passado para o presente são quase um choque de “realidade” para quem assiste ao filme. Você se envolve tanto com os momentos felizes da vida de Mia que até esquece que ela nunca mais terá nada daquilo de novo e de repente lá está ela, no hospital, cercada de médicos, aparelhos que a mantém viva e de pessoas chorando por tudo que aconteceu.



E em uma história na qual a música faz parte intrínseca da vida dos personagens, a trilha sonora não poderia deixar de ser parte essencial do filme. Além das músicas interpretadas por Adam que ganharam vida no longa, há aquelas que embalam e adicionam emoção às cenas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Lançamentos de setembro: Editora Arqueiro

"Eternidade Por Um Fio" - Trilogia O Século - Livro 03 - Ken Follett




Sinopse: Durante toda a trilogia “O Século”, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução... e rock and roll! Na Alemanha Oriental, a professora Rebecca Hoffman descobre que durante anos foi espionada pela polícia secreta e comete um ato impulsivo que afetará sua família para o resto de suas vidas. George Jakes, filho de um casal mestiço, abre de mão de uma brilhante carreira de advogado para trabalhar no Departamento de Justiça de Robert F. Kennedy e acaba se vendo não só no meio do turbilhão da luta pelos direitos civis, como também numa batalha pessoal. Cameron Dewar, neto de um senador, aproveita a chance de fazer espionagem oficial e extraoficial para uma causa em que acredita, mas logo descobre que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que havia imaginado. Dimka Dvorkin, jovem assessor de Nikita Khruschev, torna-se um agente primordial no Kremlim, tanto para o bem quanto para o mal, à medida que os Estados Unidos e a União Soviética fazem sua corrida armamentista que deixará o mundo à beira de uma guerra nuclear. Enquanto isso, as ações de sua irmã gêmea, Tanya, a farão partir de Moscou para Cuba, Praga Varsóvia – e para a história. Como sempre acontece nos livros de Ken Follett, o contexto histórico é brilhantemente pesquisado, a ação é rápida, os personagens são ricos em nuances e emoção. Com a mão de um mestre, ele nos leva a um mundo que pensávamos conhecer, mas que nunca mais vai nos parecer o mesmo. 


"Mar da Tranquilidade" - Katja Millay




Sinopse: Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele.
A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida.
À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer.
Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo School Library Journal, Mar da Tranquilidade é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances.


"Primavera Eterna" - Paula Abreu




Sinopse: Maia é uma jovem publicitária bem-sucedida. Tem um emprego estável, um namoro estável, uma vidinha estável. Até demais. Certo dia, tentando imaginar como seria sua vida no futuro, o casamento, os filhos, visualiza duas crianças loirinhas correndo... Loirinhas? Então ela se dá conta de onde vem aquela cor de cabelos: Diogo, o menino por quem se apaixonou à primeira vista aos 12 anos, numa cidadezinha do interior, onde costumava passar os fins de semana com a família. Acontece que ele se mudou para os Estados Unidos há mais de dez anos, e a essa altura da vida, já nem deve se lembrar mais dela.
Mesmo assim, num impulso, Maia pede férias na agência, inventa uma viagem de trabalho como desculpa para o namorado e vai para Nova York, atrás do seu primeiro amor. Primavera Eterna é a história de uma jovem cheia de sonhos esquecidos, que ousa arriscar tudo o que tem e acaba encontrando a si mesma. 



"Sete dias sem fim" - Jonathan Tropper (relançamento com a capa do filme que estreia em setembro, nos EUA)




Sinopse: Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica.
Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor.
Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

RESENHA: "Seis anos depois", Harlan Coben

Por Francine Estevão


Título: Seis anos depois
Título Original: Six Years
Autora: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 272

*Livro enviado pela editora para resenha

Sinopse: Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos. Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada. Em Seis Anos Depois Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.


Em “Seis anos depois” Harlan Coben consegue mexer com a cabeça do leitor e o leva a desconfiar da sanidade de seu personagem principal, Jake. Eu já estava achando que ele tinha dupla personalidade, que era um fantasma, um maluco fugido do sanatório, qualquer coisa, menos uma pessoa com a razão no lugar.

"Uma característica da condição humana é que todos pensamos que somos singularmente complexos, ao passo que os outros são mais fáceis de compreender. Não é verdade, claro. Todos têm seus sonhos, esperanças, vontades, desejos e mágoas. Todos têm um tipo próprio de loucura." (p. 18)

Loucamente apaixonado por Natalie, há seis anos, durante o casamento dela com outro homem, a pedido dela, ele prometeu que a deixaria em paz. No entanto, seis anos depois, uma notícia sobre a morte do até então marido de Natalie faz com que Jake resolva desenterrar o passado e correr atrás da mulher que ele ainda ama.

Durante essa busca pelo seu grande amor, ele vai descobrir que algumas coisas não são o que aparentavam ser e vai perceber que será muito mais difícil de encontrá-la do que ele imaginava, afinal, não existem registros que comprovem a existência de Natalie, nem de seu casamento, por exemplo. O lugar onde ela e Jake se conheceram, um retiro para despertar a criatividade, também parece nunca ter existido. E entre muitas outras coisas misteriosas e suspeitas, pessoas que Jake conheceu enquanto namorava Natalie também começam a dizer que não se lembram dela, nem dele.

Intrigado, ele resolve ir mais a fundo na investigação que vai acabar colocando-o em risco sem nem saber por que e que vai levá-lo a descobrir que na vida nem tudo é o que parece ser de um jeito bem típico dos livros de Harlan Coben, com reviravoltas até o final, e com uma capacidade rara de entrelaçar cada fato da história de forma completamente coerente a fim de proporcionar ao leitor um desfecho surpreendente e sem deixar pontas soltas.  

**Para quem ainda não sabe, “Seis anos depois” vai virar filme com Hugh Jackman.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lançamentos de setembro: Editora Novo Conceito

"Atrás do Espelho" - Splintered - Livro 02 - A.G. Howard




Sinopse: Em O Lado mais Sombrio , a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intra-terreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real, Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Skoob


"Aconteceu em Veneza" - Eve Dexter - Livro 02 - Molly Hopkins




Sinopse: Bem-vindo a Veneza, a Cidade do Amor. Ele traiu, mas foi uma única vez! Evie Dexter prometeu perdoar seu noivo, Rob e todos os esforços para absolvê-lo de seus pecados estão valendo a pena: nos últimos 10 dias, ela só o chamou de cafajeste 11 vezes. Graças aos céus, sua carreira de guia de turismo está indo muito bem. Evie já conheceu a elegante Dublin, a estilosa Marrakech e a descolada Amsterdã. Quando é convidada para visitar, com todo o luxo e glamour, a sensual cidade de Veneza, com seu vinho delicioso e os italianos impetuosos, ela agarra a oportunidade com unhas e dentes. Se você está à procura de romance, já encontrou o seu destino: embarque em Aconteceu em Veneza, viaje com Evie e tente responder a esta pergunta: o que você faria se estivesse no lugar dela?

Skoob 


"Simplesmente Acontece" - Cecelia Ahern

(Só uma pergunta a fazer: por que não deixaram nem "Onde terminam os arco-íris" nem "Com amor, Rosie?")



Sinopse: O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.

Skoob


"Louco por você" - Falling - Livro 01 - Jasinda Wilder




Sinopse: Nell e Kyle são amigos desde a infância. Sempre fizeram tudo juntos, então ela nem se lembra de quando se tornaram realmente um casal. Quando Kyle morre da forma mais repentina, o mundo de Nell é lançado em um abismo de incertezas e dor. É quando Nell conhece Colton, irmão de Kyle e até então um completo desconhecido para ela. Estranhamente, é como se Colton a conhecesse há muito tempo... é como se ele a conhecesse por dentro. Ambos passam, então, a lutar para seguir em frente da melhor maneira possível. Nell, sufocada pelo peso da culpa. Colton, lutando contra a força que o arrasta em direção a ela... Cada um à sua maneira, os dois precisam desesperadamente encontrar o sentido da cura e do perdão. Em Entre a paixão e a dor, Jasinda Wilder combina o calor do desejo com a angústia, a perda da inocência, o luto e as tentativas de recomeço. O resultado é uma viagem ao mesmo tempo sensual e melancólica que ficará gravada em sua pele muito tempo depois que esta história terminar.

Skoob 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Na estante da Sociedade: Agosto

Em agosto, recebemos, da editora Arqueiro, "Seis anos depois" do Harlan Coben, "O Sobrevivente" de Gregg Hurwitz, "Os segredos de Colin Bridgerton" de Julia Quinn e "A promessa do tigre" de Colleen Houck. 




Já as compras do mês, ficaram por conta dos dois livros que trouxe da Bienal. "5º Cavaleiro" do James Patterson e "Eu amo Hollywood" da Lindsey Kelk.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

RESENHA “As Gêmeas” de Saskia Sarginson

Por Carla Rojas 

Título Original : The twins
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 313
Sinopse: As gêmeas Isolte e Viola eram inseparáveis na infância, mas se tornaram mulheres muito diferentes: Isolte tem um emprego glamouroso em uma revista de moda de Londres, namora um fotógrafo e vive em um bairro descolado. Viola, desesperadamente infeliz, luta contra um transtorno alimentar e não faz questão de se ajustar a nenhum grupo. O que pode ter acontecido para levar as gêmeas a seguirem trajetórias tão desencontradas? À medida que as duas jovens começam a reviver os eventos do último verão em família, terríveis segredos do passado vêm à tona – e ameaçam invadir suas vidas adultas.
       





Não estava animada para ler este livro. Os motivos? A capa, apesar de bela, é sombria e eu não estava no clima para um drama. E a frase na capa: “Elas eram idênticas em todos os sentidos, até que o impossível as separou” me parecia forçada e muuuito melodramática. Eu não me sinto nem um pouco atraída a ler livros cujo enredo principal trate de alguma ligação especial entre irmãs gêmeas, o que certamente tem a ver com o fato de eu mesma ter uma irmã gêmea (não somos idênticas como na obra, mas mesmo assim). As primeiras 80 páginas não me cativaram, confusão na narração e excesso de flasbacks me fizeram demorar um mês para voltar a lê-lo (quem me conhece sabe que isso é totalmente fora do normal rsrsrs). Retomei a leitura para aprender a aprecia-lo apesar dos tropeços.

A narrativa pode ser confusa no começo. São dois modos de narração: em terceira pessoa para Isolte, e primeira para sua irmã, Viola. Essa mudança de pessoa me incomodava e eu não entendia o porquê dessa diferença. Pensei que talvez fosse uma maneira de diferenciá-las, até me ocorrer que essa mudança de pessoa fosse apenas um reflexo das personagens. Uma tentativa de aproximar mais o leitor da dor que Viola sente ao mesmo tempo em que se mostra um distanciamento maior de Isolte (isso certamente seria algo condizente com a maneira que ambas tratam seus passados). Se for esse o caso, parabéns a escritora, uma sutil sacada. Se não o for, bem, devia ter sido (hahaha!).

De inicio já somos informados sobre a ocorrência de algo, ainda durante a infância das gêmeas, completamente trágico e relacionado à polícia que seria o tal evento que “as separa”. Vemos também como Isolte já era mais forte que Viola, narradora desse primeiro capítulo, que logo revela-se adulta, debilitada e atormentada pelos fantasmas do passado. Issy, em contra-mão, é bem sucedida profissionalmente, tem um namorado fotógrafo, e não aparenta graves sequelas do ocorrido. É esse o grande mistério da trama, descobrir o que poderia ter acontecido que resultaria em consequências tão diferentes.

Tá certo que lançar um enigma nas primeiras páginas e fazer o leitor ler  o livro inteiro em busca das respostas é bem comum, mas nesta obra desvendamos o passado ao mesmo tempo em que acompanhamos o presente. Sim, o livro não segue uma ordem cronológica. Se você não for um amante da descontinuidade terá sérios problemas com ele. Para mim, demorou um bocado até que eu me acostumasse a uma narrativa tão quebrada. Isso não teria sido um obstáculo não fosse a falta de empatia por qualquer uma das protagonistas, devido ao seu estilo de vida enquanto crianças ser completamente distante de tudo que eu,  e grande parte da população, já vivenciaram. Em sua infância, Issy e Viola viveram primeiramente em uma comunidade hippie, com uma mãe fora do usual, logo se mudaram para uma cabana praticamente no meio de uma floresta. Algo bem livre, fora dos padrões, e quase desregrado. Mais um elemento para aumentar a áurea de mistério da trama.

Para entender as personagens só prosseguindo na leitura. A análise inicial pode ser desanimadora mas o ritmo é intenso e logo o leitor é preso  em seu suspense. Não dá pra falar muito sobre o desenvolvimento do livro sem soltar spoilers, por isso, limito-me a dizer que a autora consegue administrar nossa curiosidade ao ir dando pequenas pistas e revelando surpresas até o desfecho do enredo. Que eu considerei bem satisfatório, aliás. Nada extremamente absurdo ou terrivelmente simples. Uma vez que o passado se torna claro, resta descobrir o que será do futuro das irmãs, parte fica a cargo da imaginação do público. Fique avisado, o final é aberto, nada de conclusões definitiva. Embora eu tenha gostado desse fim, sei que muitos não o farão.

Concluindo, este não é um livro para todos. Mudanças de escrita, de POV’s, descontinuidade, final aberto tendem a causar certos desagrados ao público. Especialmente quanto combinados. Mas, se você estiver buscando apenas um thriller repleto de ação e  incógnitas, leitura recomendada!


Baixe o primeiro capítulo do livro aqui.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Harlan Coben na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Por Francine Estevão


Quem acompanha a Sociedade do Livro há algum tempo sabe do quanto gosto de literatura policial. Durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, tive a oportunidade de participar de dois bate-papos sobre o assunto. Um completamente por acaso, no dia 24, com Raphael Montes e Pablo de Santis. Eu não havia colocado o evento na minha listinha de “coisas pra fazer na Bienal”, mas já que estávamos lá e milagrosamente havia senhas disponíveis, por que não aproveitar, não é mesmo?

Mas o melhor momento, e o mais esperado por mim durante a Bienal, foi o bate-papo do dia 23 com Harlan Coben.

Confesso que fiquei surpresa quando o autor subiu ao palco da Arena Cultural exalando simpatia para todos os lados. Confesso que pelas fotos que vejo dele por ai nas contracapas de livros e na internet, aquele porte de segurança de boate e a cara quase sempre séria me passavam uma outra impressão dele. Engano meu. Harlan Coben era só sorrisos e atenção com os fãs que estavam ali para vê-lo.

Parte da simpatia dele se refletiu no fato de que, apesar de terem sido distribuídas apenas 200 senhas para autógrafos, ele autografou muito além disso. Infelizmente, nem assim não consegui um autógrafo do autor nem uma foto com ele, mas só de ter conseguido participar do bate-papo já está valendo!

E por fim, com certeza Harlan Coben não irá se esquecer dos fãs brasileiros graças a uma fã em particular que, durante o momento aberto para perguntas do público, ela pegou o microfone e fez um pedido para o autor. “Posso beijar sua careca?” Ele riu e disse que sim. E lá foi ela palco acima, na frente de milhares de pessoas, beijar a careca do autor. O pedido mais inusitado que já fizeram a ele, como bem destacou Harlan.

Harlan Coben estava aqui principalmente para falar sobre o lançamento mais recente no Brasil, pela Arqueiro, “Seis anos depois”. Ele contou um pouco sobre como surgiu a história e falou da adaptação do livro para o cinema, que será estrelado por Hugh Jackman.


Ele também abordou um pouco sua relação com adaptações de forma geral e fez questão de ressaltar que “filmes são filmes e livros são livros”. Por isso, ele disse que não se estressa com o fato de um ficar diferente do outro, são coisas distintas.

O autor falou ainda sobre como nascem os livros “únicos” em meio às séries que escreve. Segundo ele, muitos deles nascem a partir de uma ideia que não se encaixa para nenhum personagem das séries, e assim ele tem que criar tudo do começo. Ah, e pra variar um pouquinho do que a maioria dos autores costumam dizer por ai, Harlan Coben destacou que sempre sabe como o livro vai terminar e deu algumas dicas para quem gosta de escrever sendo que a principal delas é, justamente, escrever. Não adianta nada querer escrever sem praticar a escrita.


Harlan ainda destacou que “só” escreve porque não saberia ser outra coisa na vida e por fim, imitou a reação da filha adolescente diante do sucesso dele o que arrancou ainda mais risos da plateia. De acordo com ele, quando a jovem vê uma foto dele no jornal, ela faz cara de nojo e diz um sonoro “eugh”! Apesar disso, ele comentou que algumas vezes ele coloca um pouquinho dos filhos nos livros e que às vezes “rouba” algo que aconteceu com eles, na escola, por exemplo, para usar em suas histórias.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Visitando a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Por Francine Estevão

A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ainda não acabou, mas já é lembrada como a edição mais desorganizada dos últimos anos.



O tumulto, as filas, o excesso de pessoas, os altos preços dos livros (e das comidas e bebidas) estão sendo mais comentados do que os bons momentos vividos no evento. Principalmente por aqueles que visitaram a Bienal no primeiro final de semana, dias 23 e 24, quando as editoras levaram ao Pavilhão de Exposições do Anhembi nomes internacionais como Cassandra Clare, Kiera Cass e Harlan Coben, fora os muitos autores nacionais de sucesso e queridinhos, principalmente, do público infanto-juvenil, como Paula Pimenta, Thalita Rebouças, Bruna Vieira, Ziraldo, entre outros, que tumultuaram os estandes e os corredores locais. (Sem contar em nomes como Naldo, Cumpadi Washington e alguns outros que sinceramente eu não sei o que faziam ali lançando seus livros, músicas, etc. Tinha até político percorrendo os corredores gravando vídeos de campanha. Me poupe, por favor!)

A falta de organização começou pela entrada do evento, em que foi impossível para qualquer ser humano educado respeitar a fila que tentaram fazer para ordenar o acesso das pessoas ao evento. Apesar disso, a entrada fluiu bem a partir do momento em que abriram as portas para o público.

Já lá dentro, a confusão ficou por conta da divergência de informações sobre a retirada de senhas para sessões de autógrafos e bate-papos com autores. Eu fiquei na tentativa de conseguir Harlan Coben e minha amiga tentanto Kiera Cass. As senhas para o Harlan acabaram exatamente na pessoa da minha frente. Se tivesse só mais uma senha eu conseguia garantir meu autógrafo, mas não tive tanta sorte. Minha amiga também precisou abandonar a fila na metade porque as senhas esgotaram muito antes de mais da metade da fila se aproximar do ponto onde elas eram distribuídas.

No caso do Harlan Coben, a informação que passaram no estande da Arqueiro foi a de que o próprio autor havia dito que autografaria quantos livros fossem necessários, independente de quem tinha senha ou não, mas que devíamos seguir para a Arena Cultural. Lá consegui – pelo menos isso – acompanhar de perto o bate-papo com o autor (que vou falar mais sobre no próximo post). No entanto, a informação sobre os autógrafos estava “errada” e, para quem não tinha senha, o autógrafo seria no estande da editora, que já tinha fila desde as 11 e pouco, para que as pessoas fossem atendidas depois das 14h. Sem disposição para perder meu dia em uma fila, desisti da ideia e me contentei com o bate-papo do qual participei.

Harlan Coben


A “zona” para ver Cassandra Clare foi ainda maior e por onde você olhava você via adolescentes desesperados para tentar encontrar uma possibilidade de chegar ao menos perto da autora. Ainda bem que nem eu nem minha amiga fizemos parte desse grupo e não tínhamos nenhum interesse nos eventos com a autora. Só a título de registro, a cada suspiro dessa mulher, milhares de garotas e (alguns) garotos desesperados gritavam loucamente rendendo, até mesmo, uma piada por parte de Raphael Montes durante seu bate-papo com leitores: "A mesa de literatura policial é aqui dentro, mas lá fora estão matando menininhas. Meninas, não saiam daqui!"

Raphael Montes e Pablo de Santis


Visitar os estandes das principais editoras também foi uma batalha para todos aqueles que tentaram. Passei dois dias no evento e em nenhum momento consegui entrar, por exemplo, no estande da editora Novo Conceito. A fila simplesmente para entrar no estande – sim, nas grandes editoras, nas mais famosas, você enfrentava fila apenas para conseguir ver os livros, fora a fila que você teria que enfrentar caso decidisse comprar alguma coisa – dava voltas e mais voltas e nunca chegava ao fim.

Outro aspecto que considerei falta de organização foi o fato de estas grandes editoras estarem aglomeradas num mesmo ponto. Novo Conceito, Record, Companhia das Letras, Intrínseca, Sextante, Arqueiro e Novo Século estavam extremamente próximas, dividindo corredores e fazendo daquele ponto uma verdadeira zona de guerra para quem desejava passar por ali. Enquanto em outros corredores sobrava espaço e em alguns estandes faltavam visitantes. Sem falar das editoras grandes que concentraram sessões de autógrafos nos próprios estandes. Não façam isso nunca mais! Acho que a Bienal deveria disponibilizar mais espaços como a Arena Cultural para que as editoras colocassem essas sessões, liberando os estandes para quem queria simplesmente visitá-los, ver os livros e talvez comprar algum título. Mas, por falar em comprar...

Em contraposição às milhares de pessoas que saiam carregadas de livros, com mochilas e malas lotadas das compras feitas nos estandes, deixei a Bienal com apenas dois títulos na bolsa. Ainda assim, livros comprados em um dos estandes promocionais que havia por lá, destes onde há livros de todas editoras, de diferentes gêneros, e tudo a partir de 10 reais. Com muita paciência, minha amiga e eu garimpamos algumas coisinhas e conseguimos sair com três livros as duas – dois meu, um dela. Por quê tão pouco? Simplesmente porque os preços dos livros nos estandes das editoras eram absurdamente altos. Roubando a fala da minha amiga, as pessoas que estavam comprando livros no evento com certeza são pessoas que NÃO têm o hábito de comprar livros porque elas não fazem ideia do valor de um livro. Alguns títulos estavam mais caros do que em livrarias comuns e muito mais caros do que na internet. Ou seja, não valia a pena comprar nada lá.

Se alimentar e ir ao banheiro era outra guerra. As filas para os banheiros eram infinitas. Juro. Não terminavam nunca. Passei dois dias inteiros sem ir ao banheiro durante todo o tempo que permaneci no Anhembi porque, se não me dispus a perder tempo em filas para entrar em estandes, porque eu perderia meu tempo em filas de banheiro? Já para comer, não havia alternativa. Era pegar fila ou pegar fila já que a bolacha que levei não iria me sustentar o dia todo. Por sorte, minha amiga e eu decidimos comer em uma das lanchonetes que tinha ao longo dos corredores em vez de ir direto para a praça de alimentação, e por ali as filas eram bem menores.

Resumindo, meus dois dias de Bienal se resumiram a filas, algumas fotos de alguns autores, a dois livros comprados, a dois bate-papos sobre literatura policial, um com Harlan Coben e outro com Raphael Montes e Pablo de Santis, a muita “andança” e muito cansaço. Apesar disso, deu para curtir e ter uma noção mais "real" do que é uma Bienal Internacional do Livro. Para quem ama literatura, vale a pena a visita, nem que seja apenas para conhecer, mas meu conselho é para que você vá sem a necessidade absoluta de conhecer algum grande nome da literatura que estará por lá em algum evento, bate-papo, sessão de autógrafos, etc. Mas se essa for sua intenção, chegue extremamente cedo e vá apenas para isso. 

Maurício de Sousa


Por fim, pra não dizer que não falei quase nada de bom da Bienal, o meu parabéns vai para a parte do transporte gratuito oferecido pela organização do evento. Apesar de a fila para pegar o ônibus estar, quase sempre, enoooorme (dando a volta no terminal rodoviário), essa fila andava extremamente rápido, tanto na ida quanto na volta, e você ainda ia e voltava do evento confortavelmente. Ponto positivo para pelo menos um serviço que funcionou sem tumulto e com bastante agilidade.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Que eu não perca a fé na humanidade pois na Bienal do Livro de São Paulo eu já perdi

Por Maju Raz

#BienalFail #Caos #TundoJuntoEMocosado
Que eu não perca a fé na humanidade, mas na Bienal eu já perdi. Vou te falar que está difícil. Vou te falar que cansa ter que brigar por tudo que é direito seu e se desgastar por pouco.

A viagem era pra ser divertida. Só foi por que estava com amigos e por que revi e conheci pessoas boas – Os escritores da NC e meus colegas de trabalho também da NC, a linda da Mariana Mortani do Blog Magia Literária <3 e Nathalia Alexandre da Arqueiro que foi mega fofa com a gente.  São essas as pessoas que me prendem ter fé na humanidade.

Fomos todos ansiosos e contentes para a Bienal de São Paulo deste ano, não diferente de quando fomos em 2012. Ao chegar em São Paulo a fila para pegar o ônibus gratuito que leva até a exposição virava o quarteirão.

-Gente, vamos a pé senão não aproveitamos nada...

Chegamos. Fila na entrada. Uma multidão aglomerada e mocosada se socando e se empurrando para entrar. Meus três amigos foram para um portão e eu fui atrás da minha credencial. Fui puxada e minha bolsa novinha foi rasgada. Estou me perguntando até agora por que eu fui puxada se a pessoa atrás de mim iria entrar de qualquer jeito.

Entro. Outra fila para se credenciar. Desconfiam de que não sou jornalista e me falam que sou blogueira e que tenho direito a credencial de blogueira. Tenho que entrar no e-mail do meu celular e mostrar a confirmação de credencial + meu MTB com a carteira de trabalho. Eu não posso ser blogueira e jornalista ao mesmo tempo? E se eu não tivesse internet no celular, como faria? O problema nem é esse. O problema é a forma com que as pessoas falam e tratam você. Grosseria e cara fechada.

O mais engraçado: Minha amiga que também é blogueira e jornalista não conseguiu credencial e eu sim, por que?

Entrei e cadê meus amigos?

Whatsapp: “-Maju, está lotado aqui fora! Não vamos conseguir entrar nunca!”

Eu consegui entrar por volta de umas 10:40 da manhã. Meus amigos me encontraram 11:20 da manhã no estande da NC. E pra chegar até lá? Mais estapeamento e mocosamento...

Stress no último! Por que estou escrevendo este post só hoje? Meu ombro ainda dói e minha cabeça ainda lateja. Não sou exagereda, sou realista.

O lugar era claustrofóbico e não comprei NENHUM livro que queria. Fila, fila, fila pra tudo e pra todos. Horários que mudam, senhas que esgotam, pessoas chorando. Trocentos autores famosos NO MESMO DIA? Como ver o seu preferido? Gente sem nível cultural nenhum pra frequentar uma Bienal.

Estava na fila da Cia das letras com a Roh do Tribooks e o botton da mochila dela caiu. Passou um homem e pediu licença. Eu disse: “Só um momentinho que já saio”. Então ele me disse: “Momentinho nada! Anda logo! E começou a me xingar...

Passou, ele saiu dalí. Deu uns minutos e ele voltou só pra esbarrar em mim de propósito e duas vezes! O que uma pessoa dessas vai fazer numa Bienal?

Tenho mais uma história ainda dentro da Cia das Letras pra contar. Mas essa vou usar as palavras da Roh do Tribooks, pois elas expressam muito bem o que aconteceu:

...Aconteceu no estande da Companhia das Letras. Entrei no estande porque adorava ( verbo no passado ) os livros da editora. Depois de comparar os preços do estande com os preços que estavam no site da Submarino (como todo leitor teve a inteligência de fazer) e descobrir que algumas promoções realmente valiam a pena eu enfrentei a fila gigante. Eu e minha amiga, aquela que pegou o MTB no bar da esquina de acordo com a ser humana da Bienal. Decidimos que aqueles livros valiam a espera. Ficamos andando na fila uns 40 minutos dentro do estande. Quando do nada, a fila para de existir e me sinto completamente perdida. Cade a fila? Para onde foi? Voltei para onde eu estava e perguntei para outra ser humana do estande da Companhia das Letras e expliquei que do nada a fila (que em primeiro lugar, o próprio pessoal da Cia das Letras mandou eu ficar) tinha acabado e ela me responde com um simples:  "Sim, vou te mandar para o final da fila".

Eu: "Moça, faz 40 minutos que estou na fila que vocês mandaram eu ficar, porque do nada você vai me mandar para o final da fila?"
Ser humana: "Vou te mandar para o final da fila, só que a fila para o caixa está de 2 horas"
Eu: "Não moça, espera. Não estou entendendo".
Ser humana da Companhia das Letras: "NÃO ESTÁ ENTENDENDO O QUÊ? É SÁBADO! É BIENAL".
Em choque eu tentei fazer ela entender que eu não estava brava com ela: "Moça, só estou querendo entender porque você está me mandando para o final da fila sendo que eu já estava na fila."
Ser humana: "Você não estava na fila, nunca esteve, aquela não era a fila do caixa."

Minha amiga vira para mim e fala: "Ro, esses livros não valem a humilhação". Joguei meus livros na mão da ser humana e fui embora.

Se não conseguiram entender, vou explicar mais detalhadamente:
1- O próprio pessoal da Companhia das Letras me encaixou na fila e disse que era para o caixa.
2 - a fila se dispersa, e mais tarde fui entender que esse pessoal da frente saiu sem pagar por isso dispersou.
3 - Me enviam para o final da fila, gritaram comigo e contradizendo o próprio coleguinha da editora, dizem que eu não estava na fila para o caixa. 

Preciso falar alguma coisa a mais? Não né...Humanos parecendo Gnus possuídos em debandada. Fila de duas a três horas pra comprar livro que estava mais barato em livrarias virtuais...espaço pequeno nos estandes com FILAS nos corredores que atrapalham se locomover. Falta de água pra VENDER...Banheiro? Fila pra fazer xixi e por aí vai a tão esperada Bienal...

Fila, povo mocosado, fila, povo se debatendo, fila, fila, fila, fila, falta de preparo, falta de espaço, falta de acatamento – CAOS!

Chega. Só de ter que relembrar tudo para escrever eu já me estresso de novo com a falta de organização e respeito que tiveram com as pessoas.

Leiam mais sobre o evento AQUI no Tribooks. Você com certeza vai sentir a mesma angústia e stress que sentimos com esse texto.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sociedade do Livro na 23ª Bienal Internacional do Livro São Paulo

Por Maju Raz



Hoje é quinta e...AMANHÃ COMEÇA A BIENAL! UHUL! Quem tá animado põe o dedo aqui que já vai fechar e nunca mais vai a-brir! Ok, estou empolgada.

Este ano Sociedade do Livro VAI marcar presença na Bienal. Em 2012 estivemos na 22ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo. O ano passado infelizmente não pude ir. Estava trabalhando na NC e infelizmente não fui escalada para trabalhar na Bienal do Rio (Social Media sofre) e fiquei bem #chateada. Ano que vem com certeza irei conhecer o Rio... MAS este ano tem Maju Raz e Fran Estevão do Sociedade Do Livro com a Roh do Tribooks, com a autora deO Medalhão Mágico Mariana Lucera e nosso amigo roteirista Álefe Cintra.


Estamos todos ansiosíssimos pela viagem, pelos estandes, pelas editoras, pelos Blogueiros (O Renan Rocha do Canal SeLivrando e finalmente vou conhecer a linda e fofa Mariana Mortani do Magia Literária)  pelos livros, pelos livros, pelos livros! AHhhhhhhh! Sábado vai ter tanto evento que nem sei qual quero ir direito. Talvez vá ver Lucinda se der tempo de pegar senha e conhecer os autores nacionais espalhados por lá.

Fiquem atentos aos horários para pegar as senhas e aos horários de seus autores favoritos. Quem não tem credencial ou não comprou os ingressos, compre antes pois a fila é gigante.


Minha lista de livros por enquanto está pequena:

Por favor, mantenham me longe da Zahar Editora...sou apaixonada pelas coleções deles X_X
A Fran também vai e já até fez a lista de livros dela nesse post aqui.

E vocês, quando vão? Animados? Contem pra gente os livros que estão procurando. Ótimo evento a todos!  


Vejam a programação do dia 23/08 da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2014:


8h – Retirada de senha para Harlan Coben em frente ao portão 2. 

10h às 12h - Retirada de kits para blogs parceiros no Estande Novo Conceito

10h - Retirada de Senha para Lucinda Riley no Estande Novo Conceito

10h - Retirada de Senha para Cassandra Clare no Estande Editora Record

10h- Retirada de Senha para Kiera Cass na Área da Seguinte no estande da Editora Companhia das Letras (D 500) 

10h30min – Bate Papo seguido de autógrafos com Harlan Coben na Arena Cultural. 
* Bate-papo: sujeito à lotação da Arena Cultural, não é necessário pegar senha. 
* Autógrafos: serão distribuídas 200 senhas no próprio dia 23/8 – a partir das 8 horas em frente ao portão 2. 
*. A senha é pessoal, individual e intransferível. 
*. A senha dará acesso a um espaço reservado na Arena Cultural. 
* Somente pessoas de posse de livros a serem autografados terão acesso ao espaço reservado na Arena Cultural, ainda que possuam senha. 
* Ao término do bate-papo que tem início às 10h30, o autor autografará dois livros por pessoa, sendo que um deles deverá ser "Seis anos depois". 
* Fotos só serão permitidas com o fotógrafo oficial do evento. 
* Câmeras pessoais não serão permitidas. 
* As fotos oficiais serão postadas no Facebook da editora Arqueiro em até 3 dias após a data do evento. 

11h – Encontro com Blogueiros no estande da Amazon

11h30min - Sessão de autógrafos com Tony Ferraz estande Universo dos Livros

12h – Encontro de Blogueiros com Bianca do HelloStar na Praça de Alimentação 

13h30min – Encontro de Vlogueiros – Booktube na Praça de Alimentação 

15h - Lançamento mundial de “As Sete Irmãs” com presença da autora Lucinda Riley Estande Novo Conceito.

15h30min - Sessão de autógrafos Cassandra Clare espaço para autógrafos no Estande da Editora Record (C600) 
• Não será necessária a retirada de senhas para o bate papo. 
• Será necessária a retirada de senhas apenas para autógrafos. 
• Serão distribuídas 500 senhas a partir do horário de abertura da Bienal. 
• A senha é pessoal, individual e intransferível. 
• É obrigatória a apresentação da senha na entrada da sala de autógrafos. 
• Serão permitidos 2 livros por pessoa, de qualquer edição, brasileira ou estrangeira. 
• Foto só será permitida com o fotógrafo oficial do evento. 
• Câmeras pessoais não serão permitidas. 
• As fotos oficiais serão postadas no Facebook da Galera Record em até 3 dias úteis após a data do evento.

16h – Sessão de autógrafos com a autora Isabela Freitas – “Não se apega Não” no estande da Editora Intrínseca.

16h -Sessão de autógrafos com a autora Lucinda Riley Estande Novo Conceito.

16h - Lançamento o livro de Paula Pimenta: “Fazendo meu filme em quadrinhos 1 – Antes do filme começar” - Local: Estande do Grupo Autêntica 18h e 19h30minh – Bate- Papo seguido de sessão de autógrafos com Kiera Cass na Arena Cultural (H201)

18h e 19h30min – Bate- Papo seguido de sessão de autógrafos com Kiera Cass na Arena Cultural (H201)