domingo, 18 de dezembro de 2011

RESENHA: “Bitten” de Kelley Armstrong



Por Juliana Garzon

Título Original: Bitten
Título Nacional: Fome de Loba
Ano de Lançamento: 2001
Número de Páginas:
448 (versão pocket)
Categoria:
Ficcção/Fantasia
Editora: Orbit (No Brasil: Rocco)

Sinopse: Os lobisomens, seres fantásticos que alimentaram lendas e histórias na cultura de vários povos, são o mote de Fome de Loba, livro de estréia da escritora canadense Kelley Armstrong, que confere a eles uma história, moral e sentimentos, a exemplo do que a escritora Anne Rice fez com os vampiros. A autora, porém, foge dos estereótipos e cria uma trama de suspense que explica os códigos de conduta, regras e conflitos de identidade dessas criaturas, a partir da experiência pessoal da protagonista, Elena Michaels, a única mulher lobisomem do mundo.

Resenha: Quando minha amiga me deu esse livro de Natal eu quase comecei a chorar. De verdade, eu não aguentava mais histórias sobrenaturais. Comecei a ler por consideração. Que bebê chorão, mereço apanhar.
A história de Elena Michaels não é despejada, você a conhece conforme as situações que ela enfrenta vão dando brecha. Ela é uma jornalista (eba!) com um senso de humor negro e que mora em Toronto com o namorado. O único “detalhe” é que ela é a única mulher lobisomem (lobisulher?) do mundo. E deixa eu falar, os lobisomens de Kelley Armstrong viram grandes lobos mesmo (sim, tipo o Jacob em Crepúsculo), e não são metade homem metade lobo. 

No livro, acompanhamos a luta de Elena, que não aceita ser esse animal, para manter seu lado humano predominante. Ela não come humanos, mas já o fez. Ela faz parte do “Pack”, que é comandado por Jeremy. Além dele, o grupo também é formado por Clay (o psicopata especialista em tortura, lindo e loiro- por quem eu tenho uma queda, é claro), Antonio, Nick, Peter e Logan. Eles são os únicos que podem ter residência fixa e direito de defender um território. Ou seja, são o supremo tribunal. Os outros lobisomens, que na maioria comem pobres humanos como nós, vivem soltos por aí e são eliminados caso causem problemas (leia-se: ponham em risco a identidade secreta dos lobisomens).

Na série de Armstrong, os lobisomens são estritamente masculinos. Os genes são passados de pai para filho e, normalmente, quando alguém é mordido não sobrevive à transformação sem que haja orientação. Foi o que o Jeremy, de forma contestável, fez com ela durante um tempão.

O que me deixou de colocar esse livro de lado foi a protagonista. Apesar de Elena ter essa luta interna (gosto ou não de ser lobisomem?), ela não fica chorando no canto, esperando que alguém decida isso por ela. Com uma infância turbulenta e problemática, ela aprendeu desde cedo a se defender e a cuidar de si mesma, o que só é potencializado pelo poder animal. Ela não quer mais fazer parte disso e abandona o grupo para viver como uma humana. Isso dá certo, até que o “Pack” precisa de suas habilidades investigativas para descobrir e eliminar algo (ou alguém) que chega muito perto de expô-los. No meio tempo, Elena se reaproxima de Clay, mas tem dificuldades em aceitá-lo depois de ele, de acordo com ela, ter arruinado a sua vida.

Esse é apenas o primeiro livro de uma série de 12 obras, até agora. A 13ª deve ser lançada no ano que vem. Mas vale ressaltar que nem todas as histórias têm Elena como narradora. Mais informações sobre a série e as novelas (disponíveis gratuitamente em PDF) acesse o site: Kelley Armstrong. Lá você também encontra a história em quadrinhos de como Elena se tornou uma lobisomem.

5 comentários:

  1. Olá....gostei da resenha...Você poderia me mandar por email esse livro???

    andreza.san.ferreira@gmail.com

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    1. Olá, Andreza. Lemos o livro físico. Impossível mandar por e-mail. Grata.

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  2. Alguém me arranja esta serie de livros em pdf?
    xaninha170273@hotmail.com

    Obrigada

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  3. Alguém me arranja esta serie de livros em pdf?
    mari-star69@hotmail.com

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