domingo, 11 de dezembro de 2011

RESENHA: "Razão e Sensibilidade" de Jane Austen


Por Roh Dover


Título Original: Sense and Sensibility 
Título Nacional: Razão e Sensibilidade
Tradução: Roberto Leal Ferreira
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas: 232
Categoria:
Romance

Editora: Martin Claret



Sinopse: Na Inglaterra, no século XIX, as irmãs Dashwood ficam desamparadas com a morte do pai, que deixara suas propriedades em Norland ao filho do primeiro casamento. Mudam-se para um chalé em Devonshire, oferecido por um primo da viúva. A autora não faz concessões à sociedade da época, traçando um painel mordaz de tipos interesseiros, cujo objetivo de vida consiste em obter meios de enriquecer e projetar-se socialmente, seja herdando fortunas, seja casando-se por conveniência.

Jane Austen encanta até hoje gerações de românticos que vão de adolescentes com seu primeiro beijo até os mais velhos que já tem uma família constituída. Desde os tempos da era vitoriana, Jane se tornou um clássico e para sempre ficou reconhecida por seus romances.

"Razão e Sensibilidade" não se difere de nenhum outro romance da autora, sua identidade está estampada em cada palavra, a delicadeza, a observação das emoções que o ser humano é capaz de sentir e os detalhes nítidos de todos os lugares e pessoas estão contidos no enredo.

Neste delicado romance duas personagens nos mantêm concentrados nos acontecimentos da antiga Inglaterra, Eleanor e Marianne, filhas da Sra. Dashwood, segunda mulher do Sr. Dashwood e madrasta de John Dashwood, casado com a Sra. John Dashwood que tem dois irmãos, Robert e Edward Ferrars. Sabendo-se disso, e não trocando os nomes e sobrenomes de todos os personagens, nós já conseguimos uma pequena base de como é centrado o mundo que Jane criou para Eleanor e Marianne. Claro que ainda não se pode esquecer da generosa Sra. Jennings ou de Sir John, não o meio-irmão das Dashwood, Sir John, primo da Sra. Dashwood que amavelmente lhes entregou um chalé em uma das mais belas vistas de Barton, uma vila nos arredores de Norland. Eleanor e Marianne vivem neste pequeno mundo, onde ainda existiam damas que andavam de carruagens, cavaleiros que chegavam de cavalos, chás, visitas e bailes, muitos bailes.

Além da imagem que Jane passa da Inglaterra em que vivia, de suas futilidades, dos passeios que era obrigada a fazer para não ser mal educada, das fofocas e do mal que essa poderia fazer a uma pessoa, de como as notícias corriam rápido demais entre as pessoas, e de como uma mulher poderia sofrer se demonstrasse emoções de mais ou de menos. Jane também conseguia descrever o que várias pessoas apaixonadas podem ser capazes de sentir, por um lado Eleanor e Edward, guiados pela razão, pela concentração de não extrapolarem seus sentimentos, de não demonstrarem nem para si tais emoções, do autocontrole e seguirem pelas regras impostas sob duas pessoas apaixonadas na época, por outro, Marianne e Willoughby guiados pela sensibilidade de suas emoções, pela paixão, por expressarem livremente seus pensamentos, amores e tudo que uma pessoa apaixonada é possível expressar, sem se darem conta de que regras infringem dentro da estipulada sociedade em que vivem.

Jane consegue demonstrar os prós e contras de uma emoção guiada pela razão e outra guiada pela sensibilidade. Se por um lado a razão lhe faz suprimir toda emoção, guardar qualquer tipo de expressão no íntimo, também lhe fazia ser uma pessoa correta perante a sociedade, sem criar distúrbios e problemas no nome da família. Por outro a sensibilidade lhe era capaz de ser livre, de poder dizer livremente seus pensamentos, vivenciar uma paixão e todo prazer em ser feliz com alguém que ama, mas também lhe trazia a desonra, os fuxicos e as dores de um amor que pode não durar para sempre.

Jane Austen consegue narrar uma história romântica sem se exceder em nenhuma de suas palavras ou observações, não precisa detalhar cenas de paixão ou gastar páginas e páginas descrevendo o amor físico entre duas pessoas para que elas existam. Nas palavras de Jane nós conseguimos encontrar paixão, dor, razão e sensibilidade de uma forma simples, convincente e que te deixa com o coração cheio de todas as emoções que seus personagens podem sentir.

4 comentários:

  1. Parabéns pela resenha! Já li Razão e Sensibilidade amei! Abraços!

    ResponderExcluir
  2. Obrigada!!! De todos que eu li, ainda prefiro Persuasão!

    Beijos e comente sempre por aqui ;D

    ResponderExcluir
  3. Esse livro é fantástico. Eu o li recentemente. Também tenho um blog sobre livros e gostaria de estabelecer um contato com pessoas que, assim como eu, amam ler literatura. Aguardo sua visita: http://www.abibliotecades.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir