terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RESENHA: "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen

Por Roh Dover

Título Original: Pride and Prejudice
Título Nacional: Orgulho e Preconceito
Autor: Jane Austen
Tradução: Roberto Leal Ferreira
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas: 231
Categoria:
Romance

Editora: Martin Claret


Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.


Jane Austen, autora de romances clássicos escritos na década de XIX, tem como símbolo sua obra-prima “Orgulho e Preconceito”. Apesar de muitos críticos afirmarem que esta é a obra mais significativa de Jane, completada antes da autora ter 21 anos, foi o romance menos tocante dela.

Apesar do romance ser mais parado que “Razão e Sensibilidade”, a identidade de Jane é vista desde as primeiras páginas, sua ironia está bem mais objetiva, as emoções que o amor produz sendo barrado pelas regras da sociedade, os fuxicos e a mentalidade pequena da população da Inglaterra antiga é vista com clareza também nesta obra.

Entre todos os nomes e sobrenomes possíveis de existir, a autora narra a vida de Elisabeth Bennet, uma dentre as cinco filhas que o Sr. e a Sra Bennet tem, dentre elas, dá a entender que as únicas que possuem alguma inteligência acima das moças daquela sociedade é Elisabeth e sua irmã mais velha e muito mais bonita, Jane.

A história segue por dentro das emoções de Elisabeth, apesar de ser um narrador onisciente, quando esta se encontra em um baile com Mr. Darcy, um cavalheiro com muito mais riqueza que sua própria família, amigo de Mr. Bingley que é apaixonado pela irmã mais velha de Elisabeth. Entre os problemas de suas irmãs e sua mãe louca para casar todas as filhas com qualquer cavaleiro que apareça na frente, Elisabeth precisa confrontar com seu orgulho o amor que sente por Mr. Darcy e ajudar sua irmã Jane a passar pelos obstáculos que foram impostos para conseguir amar livremente Mr. Bingley.

Assim como “Razão e Sensibilidade”, neste romance Jane compara duas emoções fortes que nós seres humanos possuímos. De um lado Elisabeth com seu orgulho ferido ante a frieza de Mr. Darcy para com ela, e por outro, o preconceito de Mr. Darcy para com Elisabeth, uma menina com pensamentos muito mais inteligentes que a sociedade permitia e os preconceitos das irmãs de Mr. Bingley para com as classes mais baixas, separando Jane de Mr. Bingley.

Assim como em seus outros romances, Jane Austen consegue com sua profunda observação da época narrar com muita clareza acontecimentos cotidianos e muitas emoções belamente descritas. Apesar de “Orgulho e Preconceito” dito um dos mais belos romances escritos pela autora, ter parecido ser um dos mais parados, apenas ela é capaz de narrar sobre o amor, com seus detalhes e suas emoções tão bem descritas e objetivas sem suas descrições físicas, ato que nenhum outro autor é capaz de fazer como Jane o faz.

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